segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Assembleia de Deus estreia sua operadora de celular, a primeira de uma denominação evangélica

Assembleia de Deus estreia sua operadora de celular, a primeira de uma denominação evangélica
A operadora de celular da Assembleia de Deus, a Mais AD, estreou na última quinta-feira, dia 01 de outubro, com a perspectiva de se tornar uma das principais empresas do ramo no país.
Com cerca de 18 milhões de fiéis, a Assembleia de Deus tem um nicho de mercado equivalente à base de algumas operadoras de celular importantes. Como a nova empresa não tem licença do Ministério das Telecomunicações para construir uma rede, irá usar a estrutura da Vivo.Apresentada como “uma operadora de telefonia móvel virtual exclusiva da Assembleia de Deus, que vai conectar ainda mais todos os cristãos, principalmente com a Palavra de Nosso Senhor”, a Mais AD conta também com a parceria da empresa Movttel, que tem entre seus sócios o executivo Ricardo Knoepfelmacher, que foi presidente da Brasil Telecom.De acordo com informações do jornal Valor Econômico, o consultor Raul Aguirre, com anos de experiência no ramo, também integra o negócio.A iniciativa de criar uma operadora de celular vinculada à maior denominação pentecostal do país partiu da dupla de profissionais, que em um acordo com a direção da Assembleia de Deus conseguiu autorização para usar seu nome.
A perspectiva dos empresários é que, no primeiro ano, a empresa atraia 1,2 milhão de novos clientes, oferecendo chips no valor entre R$ 8,00 e R$ 10,00.
No entanto, a expectativa é que ao longo do tempo, a maior parte dos 18 milhões de fiéis da Assembleia de Deus estejam usando os serviços da empresa. Parte dos valores arrecadados ficará com a denominação, embora a imprensa não tenha tido acesso a números de percentuais que seriam repassados.
Dentre os serviços exclusivos anunciados pela operadora assembleiana, estão “conteúdos evangelizadores”, “maior contato com a comunidade” da denominação, “promoções exclusivas” e “acesso a vagas de empregos” para membros da igreja, segundo informações no site da empresa.

Filme cristão de baixo orçamento vira fenômeno nos cinemas e causa espanto em Hollywood


Filme cristão de baixo orçamento vira fenômeno nos cinemas e causa espanto em Hollywood
Um filme cristão de baixo orçamento e que arrecadou, até agora, 16 vezes o valor de seu custo, tornou-se o centro das atenções na mídia especializada dos Estados Unidos e tem sido visto, pelos cristãos, como o símbolo de um recado à indústria de Hollywood.
“War Room” (“sala de guerra”, em tradução livre) é uma produção com orçamento de US$ 3 milhões e que arrecadou mais de US$ 50 milhões em bilheteria até agora. O roteiro do filme fala sobre um casal com problemas conjugais que contorna as dificuldades juntos, através da oração.
A produtora do filme, Sherwood Pictures, é a mesma de títulos como “À Prova de Fogo”, “Desafiando Gigantes” e “Corajosos”, e surgiu de um ministério da Igreja Batista de Sherwood.
De acordo com informações do Charisma News, o apoio da American Family Association (“Associação da Família Americana” – AFA) à produção é responsável por parte do sucesso do filme.
“Atuamos em muitas questões pesadas ​​da sociedade, mas nós gostamos de ir ao cinema também”, disse o presidente da AFA, Tim Wildmon. “Quando o entretenimento, no entanto, derruba nossa sociedade e é uma influência negativa sobre os nossos filhos, nós sentimos que devemos intervir. Ao mesmo tempo, quando há opções maravilhosas para as famílias para assistir juntos, nós queremos trazer esses filmes para a atenção de todos. Por décadas, a tela grande tem sido dominada pela violência, sexo, drogas e crime. Mas há um pouco de luz, e as famílias cujos dólares são conduzidos por seus valores terão um grande filme”, acrescentou.
Wildmon comentou ainda a queda na audiência dos cinemas norte-americanos, que tem vivido uma redução no número de pessoas que vão às sessões, e afirmou que o povo está cansado dos excessos, por isso, filmes como “War Room” se sobressaem: “Esperamos que esta tendência seja um vislumbre do que está por vir e nossa cultura mostre alguma evidência disso”.

COBRANÇA

Pastor Malafaia cobra explicações de Eduardo Cunha sobre novas denúncias de contas na Suiça

Pastor Malafaia cobra explicações de Eduardo Cunha sobre novas denúncias de contas na Suíça
O pastor Silas Malafaia comentou as novas denúncias feitas contra o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e criticou a postura adotada pelo presidente da Câmara em relação às acusações.
Cunha vem sendo investigado pela Promotoria da Suíça devido a movimentações de US$ 5 milhões em contas bancárias no país. O caso veio à tona recentemente, reforçando as acusações de que ele estaria envolvido no amplo esquema de corrupção da Petrobrás.
Em entrevista à imprensa, Cunha disse que não comentaria as acusações e que seu advogado falaria posteriormente, manifestando a posição oficial de sua defesa.
Para Malafaia, Cunha tem obrigação de vir a público e se posicionar claramente sobre as denúncias: “Dizer que advogado responde não convence. Cunha como homem público, ocupando uma importante função, tem que esclarecer as denúncias”, escreveu o pastor em seu perfil no Twitter.
O líder evangélico foi além e cobrou das autoridades que investigam os políticos implicados na Operação Lava-Jato maior clareza sobre as denúncias: “Estou dizendo desde o início, quem deve que pague, seja Cunha, Dilma, Lula ou qualquer outro. Não é possível não acontecer nada com tanta denúncia”.
Na sequência, usando sua habitual ironia, o pastor Silas Malafaia apontou questões óbvias que vêm sendo ignoradas pelas autoridades nos momentos de divulgar informações sobre o caso: “Os empreiteiros por algum acaso fizeram negócios com anjos? Claro que não. Tem membros do Legislativo e Executivo envolvidos até o pescoço”, escreveu.
Protestando contra manobras partidárias que visam proteger importantes políticos, Malafaia disse que a sociedade já não aguenta ver ações pela metade: “Que país é esse? Membros da base do governo na CPI do BNDES blindaram a convocação de Lula. Cambada de pilantras vendilhões, uma vergonha! O povo brasileiro quer saber porque nenhum membro do governo, citado na Lava-Jato, foi denunciado pelo procurador-geral [Rodrigo Janot]? Estamos esperando”, concluiu.