sábado, 22 de setembro de 2012

Sangue de santo volta a se liquefazer “misteriosamente” na Itália


A comunidade científica acredita que não é um milagre, mas um truque para atrair fiéis


Sangue de santo volta a se liquefazer “misteriosamente” na Itália Sangue de santo volta a se liquefazer “misteriosamente” na Itália
Nesta quarta-feira (19) o sangue de São Genaro voltou a se liquefazer juntando milhares de pessoas na cidade de Nápoles, na Itália. Duas pequenas ampolas com o sangue do santo católico foram carregadas pelo cardeal Crescenzio Sepe enquanto os fiéis tentavam tocá-las.
O fato é considerado um verdadeiro milagre, um fato que acontece apenas três vezes por ano: 19 setembro, dia de São Genaro; no primeiro final de semana de maio e em 16 de dezembro.
As datas representam dias memoráveis para os católicos, o primeiro é o dia da morte do religioso, São Genaro foi decapitado no dia 19 de setembro de 305. Não há motivos para que o “milagre” do sangue se liquefazer em maio, mas em 16 de dezembro o fenômeno acontece para lembrar da erupção do vulcão Vesúvio em 1631. O vulcão só se acalmou depois que os fiéis rezaram ao santo.
No restante do ano o sangue fica em estado sólido, levantando a dúvida sobre a veracidade desse milagre na comunidade científica que acredita que as ampolas tenham elementos que transformem o líquido contido nelas em sólidos e depois em líquido novamente.
A astrofísica italiana Margarita Hack é uma das cientistas que não acreditam nesse milagre e há alguns anos tentou explicar o que acontece com o sangue de São Genaro: “Trata-se simplesmente de um composto químico feito a base de ferro, preparado na Idade Média, e que se mantém sólido se não for mexido e assume estado líquido quando agitado”.

Arcebispo volta a criticar igrejas transformadas em “currais eleitorais”


Nos últimos dias o cardeal dom Odilo Scherer tem criticado o fato de algumas igrejas evangélicas terem se transformado em comitês eleitorais.


Arcebispo volta a criticar igrejas transformadas em “currais eleitorais” Arcebispo volta a criticar igrejas transformadas em “currais eleitorais”
A Arquidiocese de São Paulo promoveu nesta quinta-feira (21) um debate entre os candidatos à Prefeitura da capital paulista. Na ocasião o arcebispo dom Odilo Scherer voltou a criticar o uso das igrejas para fins eleitorais afirmando que elas se tornaram em “currais” eleitorais.
Não é a primeira vez que o cardeal critica a prática que é proibida por lei, mas bastante comum entre as igrejas evangélicas. Nos últimos dias ele tem criticado especificamente o candidato do PRB, Celso Russomanno, que tem tido o apoio de muitas igrejas, inclusive a Igreja Universal do Reino de Deus. O candidato não participou do debate por querer uma reunião com o arcebispo antes do evento, o que não aconteceu.
“Esse poder de fazer a propaganda e de fazer a mobilização de algum candidato cabe especificamente aos cristãos leigos dentro da igreja”, disse dom Odilo que também se referiu à prática como “cabrestos eleitorais”.
A Arquidiocese não está apoiando nenhum candidato em específico tentando manter uma posição coerente. “Entretanto, [a arquidiocese] também deu orientações e critérios sobre a participação dos fiéis leigos”, disse

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Novas camisas do Grupo Resgate


Qual sua real motivação para fazer a obra de Deus?

Qual sua real motivação para fazer a obra de Deus?
A 10 anos atrás fui chamado pelo Senhor para pregar a sua palavra e minha resposta não foi muito diferente da resposta de qualquer servo de Deus que ouve este chamado: Senhor, eu não posso! Não tenho capacidade. Não passo de um servo sem conhecimento, sem qualquer ferramenta que possa impressionar as pessoas. Senhor, quem sou eu pra fazer isto?
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Isso é bem comum no início da jornada pois de fato, Deus escolhe as coisas loucas deste mundo. E provo que isto é verdade pois Ele me escolheu.
Então, na trajetória o Senhor se revela aos seus servos e os usa por misericórdia. Pela sua infinita graça Ele usa vasos quebrados para glorificar o seu nome e abençoar outras pessoas.

FAZENDO A OBRA RELAXADAMENTE
Contudo alguns se perdem no meio do caminho. Minha oração sempre foi para que Deus me usasse e que jamais, nunca, em circunstância nenhuma, eu falasse alguma coisa no púlpito que fosse por mim mesmo. Meu sentimento ao longo dos anos sempre tem sido a mesma: Eu não tenho capacidade para estar aqui pregando. Minha oração pouco antes é: Senhor, eu não tenho nada para oferecer para este povo, mas tenha misericórdia deles e fale através de mim, pela tua graça. Tua palavra é santa demais para que um pecador como eu possa pregá-la, mas que o Teu Espírito fale conosco, em nome de Jesus.
Porém, teve um domingo a alguns anos atrás que não foi assim. Eu havia tentado preparar o sermão a semana toda e não consegui. Não achava um tema, não conseguia um texto, não tinha nem ideia do que falar. No domingo escrevi um sermão porém estava incompleto e eu sabia disso. O Senhor havia se retirado com o propósito de me ensinar naquele dia. Ao invés de dobrar os meus joelhos como sempre faço e clamar por misericórdia para que o Senhor falasse comigo, pensei: Estou acostumado! Vou chegar lá, pegar o microfone e vai ser tranquilo, eu sei o que fazer. Não preciso me preocupar tanto.
O que não percebia é que estava transformando uma tarefa sagrada e inatingível para um homem (sem o auxílio do Espírito Santo) em uma tarefa mecânica e rotineira (o que talvez muitos pastores fazem hoje). Porém, minha oração era para que isto nunca acontecesse comigo, e para minha alegria, Deus havia ouvido esta oração.
Cheguei no culto (era a igreja onde havia crescido e sempre pregava lá), cumprimentei os irmãos que não via a algum tempo e me sentei. Então logo chega o presbítero que havia me convidado e me chama para conversar. “Sabe o que é Daniel, houve um problema de comunicação entre nós aqui, e um outro presbítero também convidou outro pregador, é uma pessoa de fora, e agora estamos em um impasse pois ele acabou de chegar também. Será que você não poderia pregar na semana que vem?”
Em qualquer outra situação eu teria ficado chateado. Porém, naquele momento, apenas eu sabia do por quê aquilo havia acontecido. Deus havia feito aquela “confusão” para me mostrar que JAMAIS devo fazer a sua santa obra de forma relaxada. Depois disso, nunca mais deixei de dobrar meus joelhos, clamar por misericórdia, e reconhecer que eu não sou nada diante de Deus. E tenho orado para que isto continue por todos os dias da minha vida.

MOTIVADO POR NÚMEROS E APLAUSOS
A alguns anos atrás, estava em uma igreja e percebi que as pessoas que iam tocar no louvor estavam ensaiando de uma forma muito mais focada. Aqueles músicos estavam mais preocupados em como tocariam naquela noite. Logo me alegrei com isto, pensei: “Que coisa boa! Eles estão querendo oferecer o melhor para Deus!” Porém, logo percebi o por quê daquele alvoroço, o prefeito da cidade estaria presente no culto.
Confesso que meu coração se entristeceu profundamente. Eles tocam diante do DONO DO UNIVERSO, do REI DOS REIS, todos os dias e não se esmeram tanto. Mas para tocar para um prefeitozinho estão se esmerando tanto?
Infelizmente percebo que as pessoas muitas vezes estão em busca de números e aplausos. Os ministérios de louvor quando tocam em cultos principais às vezes se portam de uma maneira, e quando tocam em reuniões de oração ou grupos menores, se portam de outra. Será que o pregador se esmera da mesma forma para falar do amor de Deus para uma pessoa, ou 2, 3, da mesma maneira que se esmera quando está diante de milhares? Qual a diferença?
Filipe estava diante de uma multidão de pessoas. A bíblia diz em Atos 8.6 que as multidões atendiam unânimes ao que Filipe dizia. Porém, Deus manda que ele se ausente da multidão e vá em busca de um. Aquele eunuco necessitava ouvir falar sobre Jesus. E Deus enviou Filipe até ele, e aquele homem foi salvo e batizado naquele mesmo dia.
Será que estamos dispostos a honrar a Deus em qualquer circunstância?
Jeremias foi chamado por Deus para pregar a sua palavra. Sabe quantas pessoas tinham na congregação do “Pastor” Jeremias? Nenhuma. Por muitos anos Jeremias pregou a um povo de coração duro que não o ouvia. Será que Deus não estava com ele? Será que Jeremias estava em pecado? Infelizmente a cultura do sucesso em igrejas hoje é que quanto maior a igreja, mais abençoada ela é. Isto é mentira.
Quando somos movidos por números, deixamos de lado os indivíduos, as conversas pessoais, e queremos apenas plateias. Jesus se ausentava por muitas vezes das multidões e tinha profundas conversas com pessoas à parte.
Se números fossem sinal de sucesso, poderíamos dizer que o islamismo é uma religião de sucesso pois é a religião que mais cresce no mundo, e sabemos que isto não é verdade. Quer ter números? Basta pregar o que o povo quer ouvir. Se Jeremias fizesse isso, teria muitos seguidores, porém jamais teríamos ouvido falar dele, pois não teria feito a diferença, e não teria sido profundamente usado por Deus como foi. E hoje, mais de 2500 anos depois estamos falando sobre a vida deste homem de Deus, que não era movido por números ou aplausos, mas por fazer a vontade de Deus, ainda que isto o levasse à morte.
Certa feita um grande pregador do passado, ao terminar seu sermão desce do púlpito e uma pessoa logo vem lhe congratular pela linda mensagem dizendo: Pastor, que bela mensagem! Sua pregação foi muito boa! Que eloquência!! E aquele pastor responde àquela pessoa: Acabei de ouvir isto do diabo enquanto descia as escadas também!
Um grande risco que pregadores e músicos têm ao exercer seu ministério com esmero, e buscando fazer da melhor maneira, é começar a pensar que é bom. O primeiro a dizer isto nem são as pessoas, são os próprios demônios. “Como você é bom!” “Nossa, sua palavra foi bem melhor do que de qualquer outro pregador que já esteve nesta igreja” “Parabéns! Você é o melhor que já ouvi”.
Se nossa expectativa ao pregar for de ser aplaudidos, estamos servindo à plateia e não a Deus. Queremos que a plateia goste e não que Deus aprove. E neste erro muitos caem.
Infelizmente, a real motivação de alguns é para terem o máximo de seguidores possível. É para terem o máximo de CDs vendidos. É para conseguirem vender o maior número de livros ou pregações que puderem. É para conseguirem ver seu blog ou vídeo bombando na internet. E para isto, buscam os títulos que mais chamem a atenção das pessoas, falam do pecado dos outros para terem ibope, cantam músicas que falam apenas focado no homem para conseguir tocar em todas as rádios possíveis…
E a glória de Deus é esquecida. A honra de Deus fica de lado na vida destas pessoas. Caíram. Se perderam no meio do caminho. Talvez no início seu objetivo era sincero. Porém sua motivação mudou.

CONCLUSÃO
Quando fazemos algo para a glória de Deus, podemos querer que o máximo de pessoas seja atingido. Quando escrevo um artigo, quando faço um vídeo, ou uma pregação em uma igreja, meu desejo é que o máximo de pessoas possa ler, ver ou ouvir. Mas por um único motivo: para que lendo, vendo ou ouvindo possam se voltar para o seu Criador!! Para que busquem viver e morrer para a glória de Deus!! Jamais mudaria um conteúdo pensando que mais pessoas poderiam ver ou ler. Nunca! A centralidade é a cruz de Cristo e o seu amor por Nós!! Sua justiça satisfeita, nossa redenção!
Por isso tenho estado de joelhos, para que minha motivação seja a glória de Deus apenas! Que seu nome seja honrado em minha vida! Para que minha vida não seja desperdiçada em busca de aplausos ou sucesso, mas que seja derramada aos pés do Senhor, para que Naquele Dia, no Dia do Senhor, eu possa ouvir apenas Dele: Servo bom e fiel, foste fiel no pouco. Entra no gozo do Teu Senhor!
Qual é sua real motivação?

Daniel Simoncelos.
 

Campanha pede convivência pacífica entre religiões


ONG une judeus, cristãos e muçulmanos no Caminho da Paz



Campanha pede convivência pacífica entre religiões Campanha pede convivência pacífica entre religiões
As ruas de São Paulo viram surgir, neste mês de setembro, grandes letreiros colocados em importantes avenidas paulistanas. Trata-se de uma iniciativa de judeus, cristãos e muçulmanos que se uniram para pedir uma convivência religiosa pacífica.
A iniciativa leva o nome de “Caminho da Paz” e conta com oito instalações com mensagens como: respeito, amizade, amor, liberdade, diversidade e paz. Eles formam um circuito de aproximadamente sete quilômetros.
A responsável pelo projeto é a ONG Caminho de Abraão, e pretende mostrar que a convivência harmônica entre as pessoas é possível, desejável e extremamente benéfico à sociedade.
Inconformados com os diferentes conflitos religiosos que acontecem pelo mundo, a “Iniciativa Caminho de Abraão” é uma associação internacional, cujo objetivo é inspirar e promover a criação de uma trilha de peregrinação que remonta os passos do profeta Abraão e de sua família, respeitado pelas três religiões monoteístas do mundo.
Entre as suas programações, está a quarta edição da Corrida da Amizade/Friendship Day. É uma prova com distância de 7 km e que traz aos atletas a chance de participar de um evento com percurso único, passando por todas as instalações do Caminho da Paz, com a intenção de celebrar a cultura de paz e fraternidade.
A ONG ressalta que a prova não tem caráter religioso e busca aproximar culturas e comunidades, promovendo conhecimento e respeito por meio do esporte, saúde e diversão. Lembra ainda que “Caminho de Abraão” é uma organização sem fins lucrativos, sem quaisquer vínculos políticos ou partidários, que tem como finalidade respeitar todos os povos, credos e culturas.
Fragrâncias bíblicas contam a história do perfume em museu na Suíça
O nardo, a mirra e outros elementos descritos no Livro Sagrado ajudam os visitantes a conhecer melhor as sociedades antigas.


Fragrâncias bíblicas contam a história do perfume em museu na Suíça Fragrâncias bíblicas contam a história do perfume em museu na Suíça
O Museu Internacional da Reforma Protestante localizado em Genebra está prorrogando a exposição “Perfumes Antigos, Fragrâncias Bíblicas” que mostra 12 ingredientes aromáticos que são citados com frequência na Bíblia Hebraica e também no Novo Testamento.
A exposição tem se tornado um grande sucesso de crítica e de público e por isso o prazo para conhecer os aromas foi estendido para que mais pessoas possam conhecer a história dessas fragrâncias.
Entre os aromas mais conhecidos e falados nas Escrituras estão a mirra e o incenso, presentes oferecidos a Jesus por dois dos três Reis Magos. O nardo derramado por Maria para perfumar a cabeça e os pés de Jesus também está retratado nesta mostra.
Quem visita o museu suíço vai fazer uma viagem olfativa pelo livro mais vendido no mundo. O visitante pode escolher entre sentir o aroma antes ou depois de ler a passagem bíblica correspondente, aprendendo informações históricas sobre elas.
Um exemplo do que é ensinado nessa visita a exposição é que a mirra utilizada pelos personagens da Bíblia era utilizada como instrumento de sedução feminina e também como um ritual para a unção. Outro uso da mirra era para sarar feridas, como fizeram com Jesus após a crucificação.
Moisés quando escreveu sobre o Templo, fez uma série de instruções precisas para organizar o culto e o óleo da unção era um dos elementos essenciais, sem ele não haveria celebrante, e consequentemente sem o perfume não haveria prece.
Além das histórias antigas, a exibição também aborda o cotidiano, mostrando os “perfumes históricos” como os usados pelos reis. Todos os perfumes usados na mostra foram recriados pela empresa Givaudian, sediada em Genebra.

Divulgado papiro antigo que menciona a “esposa de Jesus”


Fragmento de um evangelho apócrifo reacende debate sobre a vida de Jesus.


Divulgado papiro antigo que menciona a “esposa de Jesus” Divulgado papiro antigo que menciona a “esposa de Jesus”
Não é de hoje que se buscam “novas revelações” sobre a figura de Jesus, deixando de lado o que diz o Novo Testamento. Ao longo da história surgiram vários “livros apócrifos” que descrevem algo sobre a vida de Jesus, mas que não são considerados inspirados como os livros bíblicos. Entre esses relatos, os mais famosos são evangelhos atribuídos a Maria Madalena e aos apóstolos Tomé e Judas.
Agora, um fragmento de papiro escrito em copta, antigo idioma egípcio que usa caracteres gregos, gera polêmica. Mostrado ao mundo por Karen King, pesquisadora da renomada Universidade Harvard, ele teria sido escrita no século IV, mas provavelmente é apenas a cópia de um texto anterior, datado de 150 d.C.
King é historiadora, especializada nos primeiros anos do cristianismo. O papiro que ela mostrou mede apenas quatro por oito centímetros e seria fragmento de um evangelho apócrifo, que traz uma frase nunca antes vista em documentos deste tipo: “Jesus disse a eles, ‘Minha esposa (…)’.
O debate sobre a possibilidade de Jesus ter sido casado (possivelmente com Maria Madalena) são milenares, mas foram reacendidos em 2003, com a publicação do livro O Código Da Vinci, de Dan Brown. Porém, Karen King afirma que seu trabalho nada tem a ver com a trama. “Não me venha dizer que isso prova que Dan Brown estava certo”, disse ela ao The New York Times.
Existem outros evangelhos apócrifos que fazem referência a um Jesus que teria vivido uma vida diferente do que relata a Bíblia, mas nunca nenhum deles trouxe a palavra ‘esposa’.
Karen afirmou, em um texto publicado no site de Harvard, saber que essa referência não é uma “prova” que Jesus Cristo tinha uma esposa. Contudo, se comprovado que data do século 2 d.C., indicaria que o debate sobre o celibato de Jesus já era uma realidade 150 anos após a sua morte.
Em seu artigo, Karen batizou o material de The Gospel of Jesus’s Wife [O Evangelho da Mulher de Jesus]. O diminuto texto tem apenas oito linhas e por estar totalmente fragmentado, dificulta qualquer tentativa de interpretação, admite a historiadora. Na entrevista publicada na Harvard Magazine, disse que não acredita ser uma referência a Maria Madalena. “Toda a informação mais antiga e confiável sobre o Jesus histórico se cala a esse respeito”, diz a pesquisadora.
Contudo, King conta que tomou conhecimento do fragmento em 2010. No primeiro momento, ela mesmo desconfiou da autenticidade do documento. Após negociar o papiro, passou os últimos meses levando-o a diversos especialistas. A decisão de divulgá-lo ocorreu depois de um encontro com Roger Begnall, diretor do Institute for the Study of the Ancient World, da Universidade de Nova York, onde estavam presentes outros papirologistas. Depois, recebeu uma análise positiva de Ariel Shisha-Halevy, especialista em língua copta da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Apesar do alarde que a apresentação causou, ainda não foi realizado um teste que permita estimar com precisão a idade do documento.
André Chevitares, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro questiona a veracidade da informação. “A professora Karen King é uma cientista da religião, muito respeitada na área… Suas pesquisas destacam a presença e importância das mulheres no início do cristianismo… Essas reivindicações antigas são transplantadas para os dias de hoje, quando as mulheres são excluídas da igreja. São as feministas que retomam essa experiência antiga, para usá-las em apoio às suas posições. Usar esse fragmento para dizer que Jesus era casado é sensacionalismo”.