segunda-feira, 8 de abril de 2013

História e Bíblia mostram “maldição” contra África, diz Feliciano em defesa

Através de seu advogado o deputado voltou a dizer que em Gênesis Noé amaldiçoa seu filho Canaã


Marco Feliciano reafirma

Marco Feliciano reafirma "maldição sobre africanos" ao STF

A frase usada no Twitter que tem rendido ao deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) o título de racista foi explicada ao Supremo Tribunal Federal por meio de seu advogado, Rafael Novaes da Silva, que voltou a citar o livro de Gênesis.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou a frase postada no microblog em 2011 e então a defesa do deputado precisou apresentar suas provas de que não houve crime de racismo.
Novaes da Silva esteve no STF em 21 de março para dizer que a interpretação dita pelo deputado na rede social é bíblica.
“Ao comentar acerca da maldição que acomete o continente africano e do primeiro caso de homossexualismo da humanidade, o parlamentar denunciado na verdade discorreu sobre a crença dos cristãos de os problemas e obstáculos não surgirem necessariamente de atos do governo e ou empresários, mas do Céu, ou seja, como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão [Cam] e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu”, diz o texto da defesa.
Nos tuites seguintes Feliciano teria afirmado que a maldição de Cão, que teria gerado os primeiros moradores da África, foi “quebrada na Cruz de Cristo”. Todas as mensagens daquele dia teriam base teológica como diz a defesa.
“A linguagem metafórica com que vários ensinamentos cristãos são divulgados só confirma como as manifestações do parlamentar denunciado possuem natureza teológica”, explica a defesa que também diz que o deputado “vem sendo vítima de uma perseguição fria e calculista por uma simples interpretação teológica”.

Perlla beija o marido e diz: “Marco Feliciano me representa”

A cantora deixou a carreira secular depois de se converter por intermédio de seu esposo, o músico Cássio Castilho

Perlla Perlla beija o marido e diz: Marco Feliciano me representa
Entre os artistas que protestaram contra o deputado Marco Feliciano beijando pessoas do mesmo sexo temos: Bruno Gagliasso, Yasmin Brunet, Fernanda Montenegro, Ricador Blat, Camila Amado, Antonia Moraes, Tonico Pereira e Matheus Nachtergaele.
Feliciano assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias em março e desde então tem sido alvo de diversos protestos e manifestações pelo país. Apesar da pressão popular e política, o parlamentar já afirmou que não pretende renunciar ao cargo.
 

Marco Feliciano é a bola da vez, diz Silas Malafaia

Em artigo escrito para a Folha de São Paulo o pastor lembrou que no Brasil não há crime de opiniã
O pastor Silas Malafaia escreveu um artigo para a coluna “Opinião” do jornal Folha de São Paulo sobre as constantes críticas que o deputado federal Marco Feliciano tem sofrido desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, isso no início do mês de março.
Para Malafaia, há um jogo político por trás desses atos que pedem a renúncia do parlamentar evangélico. “Toda essa mobilização tinha um motivo maior: desviar os holofotes do PT”, disse, lembrando que os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP) estão na Comissão de Constituição e Justiça.
“No currículo desses parlamentares do PT constam condenações por corrupção. Mas, a imprensa se voltou apenas para o caso do deputado que fez declarações infelizes, as quais foram consideradas homofóbicas e racistas pelos ativistas gays e parlamentares de esquerda”, defende Malafaia.
No texto postado na Folha de São Paulo, o pastor Silas Malafaia também comenta que Feliciano não pode ser considerado homofóbico por ele nunca ter agredido um homossexual e não pode ser racista, já que sua mãe é negra.
Outro ponto levantado no artigo do pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo é sobre o direito de opinião e a ditadura gay que está reprimindo todos os que se manifestam contra a prática homossexual.
“O crime de opinião já foi extinto de nosso país com o fim da ditadura militar. Mas agora querem instaurar a ditadura gay, que, além de perseguir as ideologias políticas, também combate as crenças religiosas”, diz.
Sobre a polêmica das declarações de que Satanás estava comandando a Comissão de Direitos Humanos antes da chegada de Feliciano, Malafaia rebateu e lembrou que no púlpito o parlamentar não é político, mas pastor evangélico.
“Independentemente de concordar ou não com as declarações de Feliciano, não posso esquecer que ele foi eleito pelo povo e que tem o direito de expressar a sua opinião, sendo resguardado pelo inciso IV, do artigo 5º da Constituição Federal. Mais do que isso, a Carta Magna lhe garante o direito à liberdade religiosa (incisos VI e VIII do mesmo artigo), uma vez que ele estava no púlpito falando na qualidade de pastor e não como deputado.”o
 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Silas Malafaia critica Conselho de Medicina por apoiar o aborto

O pastor reafirma que a vida começa na concepção e que o feto não é continuidade do corpo da mulher
Silas Malafaia critica Conselho de Medicina por apoiar o aborto Silas Malafaia critica Conselho de Medicina por apoiar o aborto
O pastor Silas Mafalaia criticou a posição do Conselho Federal de Medicina (CFM) em favor da liberação do aborto até a 12ª semana de gestação, caso a mãe decida interromper a gravidez por sua própria vontade.
Pelas leis brasileiras o aborto só pode ser feito nos casos de estupro ou quando a gestação coloca em risco a saúde da mãe. No ano passado o Supremo Tribunal Federal também liberou o procedimento quando for identificado que o feto é anencéfalo.
A opinião dos médicos que fizeram parte da primeira reunião do CFM de 2013 será enviada para o Senado defendendo a alteração do Código Penal para que as mulheres que decidirem abortar façam isso nos primeiros três meses de gravidez.
Indignado com a proposta, Malafaia escreveu que o Conselho Federal de Medicina tem que rasgar o código de ética por não estar lutando em favor da vida, como diz o juramento feito pelos médicos. “O pequeno bebê no útero da mãe na 12º semana está totalmente formado”, diz.
O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo sustenta sua posição de que a vida começa da concepção e que nenhum ser humano é mais humano do que o outro. “A diferença entre o óvulo fecundado e entre eu e você é o tempo e a nutrição”, diz ele que é formado em psicologia.
“A vida se dá na concepção. É um ato continuo quer intra ou extrauterino, até a morte. Na gestação o agente passivo é a mãe, o ativo é o pequeno bebê e é ele quem faz cessar os ciclos da mãe, é ele quem regula o líquido amniótico e, em última instância, é ele quem determina a hora de sair.”
Malafaia também contesta a afirmação de que o aborto daria autonomia para que a mulher possa decidir sobre seu próprio corpo. “O pequeno bebê no útero da mãe não é um prolongamento dela, é um ser independente que está em simbiose com ela por nutrientes para o seu desenvolvimento, até o momento da sua chegada ao mundo”, diz ele que conclui. “Um embrião já é uma pessoa, pois não pode se tornar outra coisa a não ser uma pessoa.”
Vídeo explica como é realizado o aborto

O apresentador do programa Vitória em Cristo aproveitou o espaço em seu site, Verdade Gospel, para postar também o vídeo do doutor Bernard Nathanson que relata como o aborto é feito.
O médico americano conta que se arrependeu de ter realizado tantos abortos e até fechou as clínicas que ele mantinha nos Estados Unidos.
Assista:

 

Magno Malta convoca população para ato público contra o aborto


O Conselho Federal de Medicina é a favor da legalização do procedimento desde que a gestação não tenha mais do que 12 semanas.


Magno Malta convoca população para ato público contra o aborto Magno Malta convoca população para ato público contra o aborto
O senador Magno Malta (PR-ES) e a Frente Parlamentar da Família estão organizando um ato público contra o aborto para a próxima terça-feira (26) em Brasília a partir das 10h.
A ideia é juntar a população brasileira que é contra a prática do aborto e fazer uma contra proposta ao Conselho Federal de Medicina (CFM) que vai enviar um pedido ao Senado pedindo a alteração do Código Penal para que a mulher possa interromper a gravidez de forma legal com até 12 semanas de gestação.
A proposta do CFM não foi aceita pelo senador que tem lutado por temas ligados à defesa da família brasileira. “É promover a morte em série no Brasil, os abortistas estão batendo palma”, disse ele.
Magno Malta recebeu apoio de diversas entidades e associações que também são contra à descriminalização do aborto, entre elas a Federação Espírita do Espírito Santo, a Associação Médica Espírita, e a Associação Jurídica Espírita que assinaram um manifesto a favor da dignidade humana e contra o aborto social dizendo que “o ofício da morte não pertence aos homens e sim a Deus”.
O aborto é uma das grandes polêmicas que envolvem a revisão do Código Penal Brasileiro, o senador capixaba já apresentou 28 propostas para essas alterações que serão feitas nas leis brasileiras, incluindo as que são totalmente contrárias a legalização do aborto no país.
Quem também criticou a posição do CFM foi o pastor Silas Malafaia dizendo que o Conselho deveria rasgar o código de ética.
No Brasil o aborto só não é considerado crime quando a gravidez é fruto de estupro, quando a mãe corre risco de morte ou quando o feto for anencéfalo. No pedido apresentado pelo Conselho Federal de Medicina, a mulher que não quiser ter o filho poderia recorrer ao procedimento abortivo dentro dos primeiros três meses.

“Os evangélicos não são todos iguais”, frisa campanha contra Feliciano


Rede Fale quer desvincular imagem de evangélicos de pastores que estão na mídia

“Os evangélicos não são todos iguais”, frisa campanha contra Feliciano "Os evangélicos não são todos iguais", frisa campanha contra Feliciano
Um dos primeiros grupos evangélicos a se levantar contra Feliciano, a rede FALE congrega 30 organizações evangélicas em 17 Estados. De Belo Horizonte, Caio Marçal, secretário de mobilização da Rede Fale, explica em entrevista ao site Diário do Centro do Mundo que é um missionário, mas frisa que “Os evangélicos não são todos iguais”.
“O discurso do ódio só interessa a quem quer espalhar temor e pânico”, explica. “Há muitos de nós que não concordamos com a maneira como Marco Feliciano opera. Ele se utiliza de um discurso odioso e agressivo. Nós desejamos o debate, mas considerando o direito do outro a fazer suas escolhas. Eu faço parte de um grupo que crê que todo ser humano é alcançado pela graça de Deus. Por mais pecadores que sejamos, Jesus olha para as pessoas em sua essência”.
Marçal acredita que não existe necessidade de o país ter uma bancada evangélica porque “A igreja não precisa de defesa. Ao invés de defender os evangélicos, é melhor defender o povo como um todo”.
Para ele, a questão é simples “O Evangelho não endossa esse tipo de postura. Aprendemos a não agredir e a oferecer a outra face. Tocar os que estão à margem. Não podemos estar mancomunados com o poder ou com um projeto de poder. Nosso projeto é de serviço, de servir o outro. Não se trata de dominação e controle”.
Assim como muitos evangélicos, ele não concorda com Feliciano nem como deputado nem como pastor. “Essa leitura teológica do Feliciano é equivocada. Pastores como ele têm uma posição privilegiada. A fixação pelo dinheiro tem a ver com a Teologia da Prosperidade, criada por religiosos americanos. Eles precisam ter um estilo de vida condizente com o que pregam: avião, carro importado etc. Mas há igrejas evangélicas na periferia, na cracolândia, nas favelas. Isso não está na mídia. Boa parte do que aparece sobre os evangélicos na mídia é por causa desses caras. Dá essa ideia de que todos funcionamos da mesma forma”.
Esse debate acirrado de segmentos evangélicos conta os homossexuais não é uma preocupação de muitos evangélicos, diz o missionário “Não podemos impor uma agenda de santificação. Acredito piamente que nosso dever é fazer o bem, dar amor e pregar o evangelho”.

segunda-feira, 18 de março de 2013

“Jesus é o centro da Igreja, não o papa”, diz Francisco I


Papa quer “igreja pobre para os pobres”


“Jesus é o centro da Igreja, não o papa”, diz Francisco I Francisco I ressalta: "JESUS é o centro da Igreja, não o papa"
O papa Francisco disse neste sábado (16) desejar que a Igreja seja pobre e que sua missão deve ser “focada em servir os pobres”. Falando na maior parte do tempo de improviso e sorrindo muito, disse diante dos jornalistas, revelando oficialmente que a escolha do nome é uma referência a São Francisco de Assis, símbolo histórico de simplicidade, paz e pobreza.
Francisco foi definido como “um homem que nos dá esse espírito de paz, um homem pobre”, e enfatizou “eu gostaria muito de uma Igreja pobre e para os pobres”.
Sendo o primeiro papa não europeu depois de quase 1.300 anos, Bergoglio indica que poderá ter um pontificado com um estilo muito diferente de seu antecessor. Desse modo, aponta um nítido caminho moral para cerca de 1,2 bilhão de católicos em um momento que a Igreja está constantemente atingida por notícias de escândalos sexuais, intrigas e rixas eclesiásticas.
Diante da multidão de repórteres, afirmou que os fieis deveriam “entender melhor a verdadeira natureza da Igreja e sua jornada no mundo, entre suas virtudes e seus pecados”.
Aproveitou para estabelecer desde já um forte tom moral, dando sinais claros que novos limites serão impostos em seu papado, substituindo pompa e a grandeza pela humildade e a simplicidade.
Contou que depois que a votação atingiu os dois terços necessário para o eleger, o brasileiro Dom Claudio Hummes, de 78 anos, o abraçou e disse: “Não se esqueça dos pobres”.
O novo papa conta que “Aquela palavra entrou aqui [na cabeça] Eu pensei nas guerras… e Francisco [de Assis] é o homem da paz. Foi assim que esse nome entrou em meu coração: Francisco de Assis. Para mim ele é um homem da pobreza, da paz, que ama e protege os outros”.
Depois deu vários indícios que deseja ver a Igreja mundial assumir seu estilo austero. Descartou a limusine papal e viajou de ônibus com outros cardeais. Pediu aos argentinos que não fizessem viagens caras para Roma para vê-lo. Ao invés disso deviam doar esse dinheiro aos pobres.
Por fim, ressaltou que os católicos deveriam lembrar que Jesus, não o papa, é o centro da Igreja. Com informações Yahoo e Religion News.