segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Christafari desembarca essa semana no Brasil para série de shows da turnê mundial “A Roots revival"



A banda de reggae norte-americana Christafari desembarca no Brasil nessa quarta feira (17) para uma série de shows para divulgar o lançamento do CD “Reggae Worship”.

A primeira apresentação da banda será no dia 18 (quinta-feira), em Jaraguá do Sul (SC), em um evento que começará às 20h com a apresentação da banda Bendiga e das cantoras Avion Blackman e Jennifer Howland.

A banda se apresentará também em outras três cidades: Santos (SP), Londrina (PR) e Maringá (PR). Os shows fazem parte da turnê mundial “A Roots Revival”.

Confira a agenda:

Dia 18/10/2012 (quinta-feira) – Jaraguá do Sul (SC) – Patuá Music – 20h
Dia 19/10/2012 (sexta-feira) – Santos (SP) – Bola de Neve Santos – 20h
Dia 20/10/2012 (sábado) – Londrina (PR) – Bola de Neve Londrina – 20h
Dia 21/10/2012 (domingo) – Maringá (PR) – Bola de Neve Maringá – 19h

Assista aqui o vídeo dos Cantores Thalles Roberto e Jotta A, cantando a música 'Deus da minha Vida' no Programa do Raul Gil


 
 
 
 
Os cantores Thalles Roberto e Jotta A gravaram participação no programa Raul Gil, no SBT, e fizeram um dueto na música “Deus da Minha Vida”.

Thalles Roberto participou do programa como convidado especial para o quadro Talentos Kids. Em 2011, Jotta A foi o vencedor desta sessão do programa, o que rendeu um contrato com a Central Gospel, e o lançamento do CD “Essência”.

Jotta A tem participado do programa como jurado da edição 2012, e aproveitando a presença de Thalles, formou um dueto na música do cantor da Graça Music.

Assista abaixo aos cantores Thalles Roberto e Jotta A cantando a música “Deus da Minha Vida”, no programa Raul Gil
 
 


 

Pesquisa aponta que jovens saem da igreja por achar lugar pouco agradável

 

Pesquisadores descobriram que a grande maioria, ou 59% dos jovens cristãos abandonam a igreja de forma permanente ou durante um longo período de tempo após completar 15 anos de idade. A pesquisa, realizada pelo Grupo Barna, revela que grande parte dos jovens vê a igreja como um lugar pouco amigável e cheio de julgamento, segundo o site Cristianos.
O estudo, que envolveu entrevistas com 1.296 jovens que são ou já foram membros de igrejas, é o resultado de um trabalho de cinco anos reunido no livro “You Lost Me: Why Young Christians are Leaving Church and Rethinking Faith” (Por que os jovens cristãos estão abandonando a Igreja e repensando a fé, em português), escrito pelo atual presidente do Grupo Barna, David Kinnaman.
Os resultados da enquete mostram também que na faixa dos 18 a 29 anos os jovens acreditam que “os Cristãos demonizam tudo que está fora da igreja”; e um terço deles simplesmente acha que “ir à igreja é chato”.
Um dos fatores que vem colaborando para o distanciamento entre os jovens e a igreja é o confronto entre as expectativas religiosas e a experiência sexual dos jovens. Um em cada seis jovens Cristãos afirmam que “cometeram erros e sentiram-se julgados pela igreja por causa deles”.
Enquanto isso, entre os entrevistados católicos, 40% dos jovens entre 18 e 29 anos acreditam que a doutrina de sua igreja em relação à sexualidade e ao controle de natalidade estão “desatualizados”.
Entre os principais fatores que distanciam os jovens da igreja, foram identificados: a atitude superprotetora e exclusivista da igreja, o fato de oferecer uma experiência cristã superficial, visão antagônica à ciência, um lugar em que o sexo é tratado de maneira errada, a não valorização de outros tipos de fé e espiritualidade e a hostilidade que a igreja trata quem não crê no que ela ensina.
De acordo com o site Cristianos, Kinnaman classifica essa evasão dos jovens da igreja como um problema que requer providências urgentes, já que normalmente os jovens saem de casa cedo, vão para a faculdade ou começam logo a trabalhar, casam e têm filhos antes dos 30 anos.
Segundo Kinnarman, as igrejas não estão preparadas para lidar com o ‘novo padrão’ vigente no mundo. “No entanto, o mundo está mudando de maneira significativa, como um acesso cada vez maior ao mundo e a diversas ideologias, em especial por conta da tecnologia, fazendo crescer seu ceticismo em relação a figuras externas de autoridade, incluindo o cristianismo e a Bíblia”, conclui

Estudo mostra que Jejum pode ajudar a proteger cérebro

 

A BBC Brasil divulgou um estudo inusitado feito por cientistas da National Institute on Ageing (NIA), em Baltimore, nos Estados Unidos. Para eles, jejuar pode proteger a saúde do cérebro.
A pesquisa explicou que reduzir o consumo de calorias ajuda no funcionamento do cérebro, mas que “é provavelmente melhor alternar períodos de jejum, em que você ingere praticamente nada, com períodos em que você come o quanto quiser”, disse Mark Mattson, líder do laboratório de neurociências do Instituto.
Segundo o relatório divulgado no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, realizado em Vancouver, Canadá, inclusive mal de Parkinson ou de Alzheimer podem ser evitados com jejum por um ou dois dias por semana.
Mas para facilitar, ele também explicou que não se trata de um jejum total, sem ingerir nenhum tipo de alimento. Reduzir o consumo diário para 500 calorias – equivalente a uma dieta baseada em legumes – já seria suficiente para fazer surtir os efeitos de um cérebro mais saudável.
A conclusão foi feita após testes com ratos que, após passaram por uma dieta com dias alterados de jejum, passaram a ficar mais sensíveis à insulina e consequentemente, precisavam produzir uma menor quantidade da substância, que causa diminuição da função cerebral, além de diabetes.
Para os religiosos, além de fazer bem à saúde, o jejum também é uma forma de reforçar e demonstrar a fé.
Segundo o site religioso Vivos, o jejum pode ser realizado de diversas maneiras, como ficar por um período sem alimentar-se: 12, 24 ou mais horas; excluir da alimentação por um período pré-estabelecido algum item, exemplo: carne, refrigerantes e doces; não se alimentar com produtos fermentados; alimentar-se só com raízes ou alimentar-se apenas com líquidos por um tempo determinado.
Independente da forma escolhida, o principal é estar firma em seu propósito, presente em espírito e alimentar-se de oração.

Ídolo da Jovem Guarda fala de sua conversão a Jesus

 

Foi longa a jornada de Wanderley Cardoso rumo ao sucesso. De ídolo mirim a cantor de música gospel, o artista paulistano experimentou o auge da Jovem Guarda e a temida fase de ostracismo, entregando-se ao alcoolismo antes de se tornar evangélico. Aos 66 anos, do Bom Rapaz – como ele ficou conhecido depois do sucesso da canção homônima – restaram os indefectíveis olhos verdes.
“Tornei-me um rapaz melhor depois que aceitei Jesus”, afirma Wanderley em Belo Horizonte, onde faz tratamento dentário. Prestes a aderir às facetas de porcelana, tratamento da moda que enfeita o sorriso dos artistas deTV, o cantor admite: está mais tranquilo, depois de chegar a andar armado. “Eu era violento, uma pessoa desequilibrada”, reconhece, referindo-se à fase “máquina de fazer sucesso” de sua vida. “Chegavam e diziam: ‘Você vai para o Recife agora’. E tinha de ir”, relembra.
Pai de Cynthia, de 32 anos, André, de 27, Victor, de 15, e Wanderley Cardoso Júnior, de 8, o cantor e compositor se casou duas vezes. Os olhos verdes ajudaram, mas o dono não gostava deles na época da Jovem Guarda. À exceção de Roberto Carlos, que não vê há anos, ele tem se encontrado constantemente com os amigos daqueles tempos. Em Belo Horizonte, no fim do ano passado, ele participou do projeto Minas ao luar, ao lado de Waldirene e do grupo Os Vips. “Encerramos a noite com Festa de arromba”, recorda, empolgado.
Liderado por Roberto Carlos, o movimento musical da década de 1960 significou “tudo” para Wanderley Cardoso. “Até hoje sou identificado como cantor da Jovem Guarda”, orgulha-se. “Outro dia mesmo, no shopping, a menina falou para a mãe: ‘Olha aquele moço da TV’. E a mãe corrigiu: ‘É o Wanderley Cardoso’. Depois veio me abraçar”, conta, sensibilizado com o carinho dos fãs. De dois shows que faz por semana, pelo menos um costuma ser em festa de aniversário dos admiradores.
Desde que se tornou evangélico, há 11 anos – no Rio, frequenta a Igreja Sara Nossa Terra, enquanto em BH vai à Igreja Templo dos Anjos, do pastor Jerônimo, na Barroca –, Wanderley passou a se apresentar em templos. “Dou o meu testemunho nas igrejas”, esclarece, explicando que recebe ofertas dos fiéis em vez de cachê. “A gente leva os discos para vender mais barato, é uma forma de compensar”. Em breve, ele voltará a se apresentar na capital mineira, provavelmente em uma igreja evangélica.
A sobrevivência, hoje em dia, não é tão garantida quanto no auge do sucesso. “Falta ganhar dinheiro”, confessa, lembrando que era bem pago na época da Jovem Guarda. “Atualmente, há muito picareta no meio artístico dando cheque sem fundo”, acusa. O cantor acaba de colocar à venda uma casa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Separou-se da mulher, Day, cantora evangélica e sua empresária.
Ele diz ter se livrado do vício do álcool graças à religião. “Para beber, só vinho. Mesmo assim, só de vez em quando. A luta para me livrar do alcoolismo foi grande”, revela Wanderley Cardoso, que chegou a ser proprietário de bar na capital fluminense.
Romântico eterno sentimental, o cantor lembra que não por acaso seu primeiro disco se chama Jovem romântico, seguido de álbuns nessa linha, como Perdidamente apaixonado.
A carreira de Wanderley Cardoso começou aos 12 anos, quando ele gravou Canção do jornaleiro, em 78 rotações. Aos 8, já participava de concursos infantis. Aos 12, fez teste com o acordeonista ítalo-brasileiro Mário Zan, que se tornou seu produtor.
Na adolescência, veio a mudança de voz. Wanderley interrompeu a carreira, mas ela foi retomada aos 18 anos, quando passou a integrar conjuntos de baile cantando rocks de Elvis Presley e Paul Anka, além de canções italianas. O primeiro grande sucesso foi Preste atenção, quando integrava a turma da Jovem Guarda.
De Roberto e Erasmo Carlos, Wanderley gravou Promessa para a trilha do filme Na onda do iê-iê-iê, de 1966, dirigido por Aurélio Teixeira. Essa fita marcou a estreia de Renato Aragão e Os Trapalhões.
Na mesma época, o cantor foi contratado pela TV Excelsior. No programa Os adoráveis trapalhões, atuava ao lado de Ted Boy Marino, Renato Aragão e Ivon Cury, com quem formava um quarteto. Posteriormente, já em carreira solo, transferiu-se para o Programa Sílvio Santos. Wanderley participava do quadro “Os galãs cantam e dançam” ao lado de Paulo Sérgio e Antônio Marcos.
O cantor gravou mais de 100 discos, entre LPs (incluindo 78 rotações e compactos), compactos duplos e simples e CDs. O mais recente, nos formatos CD e DVD, foi Wanderley Cardoso ao vivo – 40 anos de sucesso do bom rapaz, lançado pelo selo Wanday Music, de propriedade dele, com distribuição da EMI Music.
Era uma brasa, mora?
Jovem Guarda é sinônimo de alienação? “Não. Ela mudou a maneira de as pessoas se vestirem, o tipo de cabelo, a linguagem”, defende Wanderley Cardoso. E cita a cabeleira dos jovens, a calça de cintura baixa – Saint-Tropez e boca de sino –, além da minissaia e das gírias (“É uma brasa, mora?”), como responsáveis pela revolução comportamental dos anos 1960.
“Ninguém de nós quis se envolver com política, já que a política se envolve com a gente”, garante o cantor. Em plena ditadura, ele chegou a viajar em aviões militares para fazer shows. Ele conta que o “o pessoal do contra”, na época da Jovem Guarda, era a turma da Bossa Nova, além de Elis Regina.
“Cheguei a ter uma canção (Vou embora, vou sumir, de Natan) censurada”, queixa-se. Mas esclarece: o problema surgiu por causa “de um gesto obsceno, àla Michael Jackson”, que fazia ao interpretar a música. “Passei uma noite na Censura Federal, em São Paulo, e me proibiram de continuar fazendo aquele gesto”, diz Wanderley.

domingo, 21 de outubro de 2012

Igreja Universal é condenada a pagar R$ 150 mil a Xuxa por afirmar que tinha “pacto com o diabo!

Igreja Universal é condenada a pagar R$ 150 mil a Xuxa por afirmar que tinha “pacto com diabo”

A Igreja Universal do Reino de Deus terá que pagar à apresentadora Xuxa Meneghel a quantia de R$ 150 mil de indenização por danos morais. A igreja publicou em seu tabloide que Xuxa tinha “pacto com o diabo”.
De acordo com o IG, além do pagamento indenizatório, a Universal terá que publicar uma retratação formal na primeira página da publicação com os dizeres: “MARIA DA GRAÇA XUXA MENEGHEL afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões”. A sentença da juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro foi expedida nesta quarta-feira (17).
A matéria foi baseada na tese do controverso pastor Josué Yrion, missonário radicado nos EUA que vinculava a apresentadora ao “satanismo”. Ele chegou a afirmar na reportagem publicada que Xuxa teria vendido sua alma ao demônio por US$ 100 milhões.
Depois de passar pela segunda instância em janeiro, não há mais possibilidade de recurso na ação.
Plágio
A sentença favorável a Xuxa saiu quase ao mesmo tempo em que a apresentadora foi condenada a pagar R$ 50 mil por plágio ao publicitário Leonardo Soltz , criador da “Turma do Cabralzinho”.
Na Ação, Leonardo alega que apresentou os personagens que fazem uma paródia da história do Brasil em 2000, ano em que comemorou-se os 500 anos de descoberta do Brasil, mas na época não houve interesse em veiculá-los.
A Xuxa Promoções e Produções Artísticas foi acusada de violação dos direitos de Leonardo, danos materiais e uso indevido da marca e dos personagens. A empresa realizou uma paródia contando a história do Brasil denominada “Turma da Xuxinha”.
Além da multa, a apresentadora terá que arcar com 70% das despesas do processo durante o tempo em que correu em sigilo judicial.

Pastor Ciro Zibordi critica igrejas que festejam o Halloween e sugere que pastores comemorem a Reforma Protestante. Leia na íntegra


Pastor Ciro Zibordi critica igrejas que festejam o Halloween e sugere que pastores comemorem a Reforma Protestante. Leia na íntegra O pastor e escritor Ciro Zibordi publicou um artigo sobre a festa de Halloween, e criticou o fato de a festa conhecida como “Dia das Bruxas” ter se tornado comum entre algumas igrejas evangélicas.
Contextualizando a origem histórica da festa de Halloween, o pastor cita que a celebração pagã tem ligação com o dia de todos os santos da Igreja Católica e a antiga celebração Samhain, da antiga cultura celta.
Zibordi ataca a aparente ingenuidade da festa: “Tudo parece uma grande brincadeira, mas — conscientemente ou não — os participantes dessa festa estão se envolvendo com o ocultismo e o satanismo”, afirma o pastor assembleiano.
O pastor lamenta que igrejas tentem adaptar a cultura secular para o ambiente eclesiástico: “Alteram o nome da brincadeira satânica para Jesusween ou Elohin! Aos pastores destas igrejas quero apresentar um motivo melhor para festejar”, escreveu o pastor, sugerindo comemorar o aniversário do protestantismo: “Em vez de comemorarem o Dia das Bruxas, os pastores que se prezam deveriam se lembrar da Reforma Protestante. Na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, Martinho Lutero — sacerdote romanista, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido — começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa”.
Ciro Zibordi encerra seu artigo perguntando a respeito dos cristãos envolvidos com a a caça às heresias: “Nesses tempos difíceis, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificadas entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero?”.
Leia abaixo, a íntegra do artigo “Reforma é coisa séria, e Halloween não é brincadeira”, do pastor Ciro Zibordi:
Muita gente não sabe, mas o Dia das Bruxas, o Samhain ou Halloween, Ano Novo céltico (31 de outubro), tem uma conexão com o Dia de Todos os Santos da Igreja Católica Romana. Este era originalmente celebrado em maio, e não no primeiro dia de novembro.
No ano 608, o imperador romano Focas apaziguou o populacho dos territórios pagãos recentemente conquistados, permitindo-lhe combinar o antigo ritual de Samhain com o Dia de Todos os Santos. E, assim, o panteão de Roma, templo edificado para a adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja.
Foram os imigrantes europeus, especialmente os irlandeses, que introduziram o Halloween nos Estados Unidos. Hoje, o Dia das Bruxas é muito importante para os lojistas, inclusive no Brasil. Salém, em Massachusetts (Estados Unidos), é a sede da bruxaria norte-americana. Ali celebra-se, na época do Halloween, o Festival da Assombração, para expandir a temporada turística de verão. Tudo parece uma grande brincadeira, mas — conscientemente ou não — os participantes dessa festa estão se envolvendo com o ocultismo e o satanismo.
Por outro lado, algumas denominações evangélicas, além de realizarem festas similares às juninas (o que já é um absurdo), estão promovendo também, no fim de outubro, uma espécie de Halloween, decorando o ambiente com abóboras, etc. Elas alteram o nome da brincadeira satânica para Jesusween ou Elohin! Aos pastores destas igrejas quero apresentar um motivo melhor para festejar.
Em vez de comemorarem o Dia das Bruxas, os pastores que se prezam deveriam se lembrar da Reforma Protestante. Na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, Martinho Lutero — sacerdote romanista, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido — começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa.
Lutero, então, afixou na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se vitemberk) um pergaminho que continha 95 declarações. Estas, conhecidas como teses, eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências (pacotes caros pagos pelo perdão, inclusive das pessoas que já haviam partido para a eternidade).
Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial. Em dezembro do mesmo ano, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e o povo. No ano seguinte, foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: “Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados”.
No dia 17 de abril de 1521, Lutero apresentou-se à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”.
Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburg, na Turíngia, onde ficaria “guardado”. Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Ao regressar a Wittenberg, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Ulrico Zuínglio, João Calvino, Jacques Lefevre, João Tyndale, Tomás Cranmer, João Knox, etc.
Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas. A Reforma devolveu ao povo a Bíblia que se havia perdido, passando a considerá-la a fonte primária de autoridade.
Nesses tempos difíceis, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificadas entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero?
Ciro Sanches Zibordi